A criação do FSB – Fundo Soberano do Brasil, anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que se tornará uma poupança do Governo Federal, com recursos de R$ 13 bilhões, obtidos mediante a elevação de mais 0,5% no superávit primário. Apesar de não achar que a instituição do fundo se relacione com a possibilidade de maior equilíbrio da política cambial, poderá absorver a sobra de dólares que circulam no mercado brasileiro, equilibrando assim o câmbio e favorecendo as exportações, com a retirada de dólares de circulação.
Outro motivo da criação do fundo é contribuir para conter mais o gasto público e será importante também para a operacionalização do controle inflacionário.
Não tem apoio de economistas importantes mas conquistou apoio do ex-presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República e ex-ministro da Fazenda Marcílio Marques Moreira.
O esforço fiscal permitirá também, a prática de uma política monetária “menos agressiva, com a contenção de altas da taxa de juros anual (a Selic)”, diz Marcílio Marques Moreira sobre o fundo. Ele ainda disse esperar, no entanto, que a criação do FSB não acarrete mais aumentos de impostos, dado o peso em que já está a carga tributária.
Se o Brasil está poupando é porque sobra dinheiro em caixa. Para que o CSS (novo nome dado para a antiga CPMF) ?
Fernand Koda